Mirna Graciela
Tubarão
Um ponto de grande comércio de drogas foi estourado ontem pelos policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão. Os investigadores apreenderam 96 pedras de crack na Área Verde, no conhecido Beco da Muta, que estavam em posse de um homem de 20 anos.
Ele possuía diversas passagens na polícia e foi autuado em flagrante por tráfico de entorpecentes. O traficante está no Presídio Regional de Tubarão. O beco foi cercado pelos dois lados. Quando ele saía de uma casa, foi abordado, jogou as pedras no chão, empurrou um policial e tentou fugir.
A quantidade de droga, pela ‘fama’ da boca, não foi expressiva, mas, segundo o delegado Marcos Ghizoni, os entorpecentes ficam escondidos em outro lugar. E diversas vezes ao dia são pegas em pequenas porções, para serem distribuídas aos ‘laranjas’ que fazem a entrega.
O homem confessou que não comercializava mais naquele local e que o ‘cliente’ liga e ele vai ao seu encontro para entregar. Outro homem estava na casa e foi detido, mas responderá ao processo em liberdade.
Um usuário paga cerca de R$ 5,00 por cada pedra. “Mas o crack custa o teu patrimônio”, alertou Ghizoni. Isto por causa da intensidade em que é consumido e o poder em viciar uma pessoa, que comete os mais terríveis absurdos para adquirir.
Para se ter uma ideia da potência do crack, a dopamina (substância que dá prazer) é elevada a 100% no ato sexual. Na cocaína, entre 260% e 280%. Já no crack, o número sobe para 900%. Por isto, a pessoa que o consome tem muita dificuldade para se livrar do vício.

